
- 12.01
- 2026
- 15:42
- Abraji
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Jornalismo no Brasil em 2026: a cobertura das bets
“Em 2026, a cobertura jornalística vai precisar ir além da ludopatia [doença do vício em jogos] e não normalizar as apostas online, pautando o debate público sem esperar a Polícia Federal bater à porta das bets”, afirma Vinícius Valfré, repórter investigativo do Estadão. O texto escrito por ele sobre a cobertura das bets compõe a décima edição do especial “Jornalismo no Brasil em 2026”, projeto realizado pelo Farol Jornalismo em parceria com a Abraji e com o apoio do Projor, que aponta os desafios do jornalismo neste ano.
O autor destaca que a cobertura jornalística ainda não dá a devida atenção à investigação das bets, passada a onda inicial da regulamentação. Ele vislumbra que o tema estará de volta ao centro das atenções em 2026, ano de eleições gerais. “Estamos diante do desafio de superar o interesse superficial em um segmento que começou os trabalhos faturando mais de R$ 20 bilhões e que cresce com tendência de funcionar como força política”, aponta Valfré.
Para ficar de olho em 2026:
- A relação das bets com candidaturas e eleições;
- O novo painel de dados sobre apostas de quota fixa, em desenvolvimento pelo Laboratório de Qualidade em Serviços Públicos (LabQ), do Ministério da Gestão e da Inovação, em parceria com o Ministério da Fazenda;
- A votação no Senado do PL 2.234/2022, que legaliza modalidades como bingo, cassino e jogo do bicho;
- O universo de sites de apostas ilegais, que seguem no ar aos milhares;
- A pressão das bets por autorizações regionais;
- A efetividade das ações do governo para conter irregularidades nas operações das bets autorizadas e exigir o cumprimento das regras.
O texto completo “O jornalismo na era das bets, entre a ‘bolada’ de hoje e o ‘pão de amanhã”, de Vinícius Valfré, pode ser acessado neste link.
Confira também os outros artigos do especial "O Jornalismo no Brasil em 2026":
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- Colaboração radical: o caminho possível para o jornalismo em 2026 exige soluções coletivas - Ester Borges
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