
- 17.09
- 2026
- 13:52
- Samara Meneses
Homenageadas no Congresso da Abraji, Fatima Souza e Vera Araújo irradiam a empolgação que o jornalismo investigativo precisa e sente falta
Todo ano, durante o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, a Abraji mantém a tradição de homenagear o legado de jornalistas que marcaram a profissão no país. Esse ano, as homenageadas foram Vera Araújo (O Globo) e Fatima Souza (SBT), ícones na cobertura policial nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente.

Vera Araújo e Fatima Souza, homenageadas do 21° Congresso da Abraji. Crédito: Maressa Andrioli/ ateliê Selva
O evento exibiu o documentário “Mulheres contra o crime”, produzido sob a coordenação de Juliana Dal Piva, vice-presidente da Abraji, e dirigido por Patrícia Rubano, diretora do Programa Saia Justa da GNT. O filme retrata o legado das jornalistas como referências históricas na cobertura de segurança pública e crime organizado no Brasil.
A Abraji também disponibilizou o perfil das jornalistas em seu site oficial.
Ambas, com mais de três décadas de carreira, descreveram em entrevistas exclusivas para a Abraji detalhes de suas principais investigações na área de segurança pública, grandes desafios e aprendizados em cada matéria publicada. Nas histórias detalhadas de ambas é notória sua empolgação genuína com o jornalismo investigativo, empolgação essa que inspirou muitos jornalistas, em especial estudantes, durante sua homenagem no 21° Congresso.

Cerimônia das homenageadas durante o 21° Congresso da Abraji. Crédito: Maressa Andrioli/ ateliê Selva
Em entrevista à Abraji, Fatima, a primeira mulher a cobrir crimes para a televisão e descobrir a criação da organização criminosa conhecida como “PCC” no estado de São Paulo, disse: “Eu sempre tive vontade de fazer jornalismo policial, contar a história das vítimas, das famílias que ficaram e que são retrato da violência na nossa cidade e no nosso país”.

Fatima Souza, homenageada. Crédito: Maressa Andrioli/ ateliê Selva
Enquanto Vera, a repórter que revelou as milícias no Rio e cobriu a investigação da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), ressalta o valor da observação e dedicação de um bom repórter investigativo. “Eu sou muito observadora, acho que isso é muito importante. Eu reporto 24 horas, não tem jeito. Acho que é minha paixão largar tudo, é uma missão, a missão que acho que o jornalismo investigativo carrega.”

Vera Araújo, homenageada. Crédito: Maressa Andrioli/ ateliê Selva
Clique para conferir a história de Fatima e Vera. Acesse também o documentário “Mulheres contra o crime”, já disponível no canal oficial do YouTube da Abraji.
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