Guia para encontrar e usar imagens de satélite
  • 14.05
  • 2021
  • 15:30
  • Toby McIntosh

Formação

Guia para encontrar e usar imagens de satélite

Texto originalmente publicado pela Global Investigative Journalism Network (GIJN).

As imagens de satélite são ferramentas poderosas para descoberta e análise, além de fornecer ilustrações vívidas para uma matéria. Há um potencial real para que jornalistas investigativos façam um uso ainda maior dessas imagens espaciais, embora elas já tenham sido usadas para reportar sobre conflitos, mudanças climáticas, refugiados, incêndios florestais, mineração ilegal, derramamento de óleo, desmatamento, escravidão e muitos outros assuntos.

As imagens, como disse um especialista, “independem das versões oficiais”.

Entre outros benefícios, as imagens são ótimas para mostrar mudanças ao longo do tempo, como erosão costeira, crescimento de ilhas ou desmatamento. O exame de imagens pode complementar outras pesquisas, possivelmente fornecendo evidências corroborativas.

Este guia da GIJN inclui dez locais onde você pode obter ajuda e imagens gratuitas, incluindo algumas de alta resolução.

Vários são organizações sem fins lucrativos, mas a GIJN também descobriu que algumas das maiores empresas comerciais estão dispostas a ajudar jornalistas e fornecer imagens (veja abaixo). 

Devido às questões técnicas envolvidas, os repórteres podem ser aconselhados a procurar ajuda especializada.

“Eu prefiro que os jornalistas gastem seu tempo e esforço elaborando uma ótima reportagem do que sentados em um computador e tentando entender o que uma imagem do Sentinel 2 pode fazer e uma imagem do Landsat 8 não”, comentou um especialista da área que trabalha para um grupo que ajuda jornalistas.

Ele e outros que trabalham regularmente no campo acreditam que os jornalistas podem fazer muito mais com imagens de satélite.

Para uma introdução básica ao assunto, experimente ler este artigo de Anne Hale Miglarese, fundadora e CEO da Radiant.Earth, uma organização sem fins lucrativos de Washington, DC que usa imagens de satélite para questões de desenvolvimento global.

Um excelente artigo que fornece uma visão geral, incluindo dicas, foi feito por Anusuya Datta, editora executiva da Geospatial Media & Communications, que apresentou “A Nova Era das Imagens de Satélite” na IJAsia18. 

O “Guia de Imagens de Satélite para Jornalistas e Imprensa” de Pierre Markuse cobre tópicos como resolução, cores, ferramentas e muito mais, incluindo links úteis do Twitter.

Como usar dados de código aberto de satélites para sua reportagem investigativa”, por Ben Heubl, fornece o básico (e muito mais) sobre como acessar, compreender e lidar com esse tipo de dados.

Conselhos da ABC News: como começar com o jornalismo de satélite”: uma entrevista com Mark Doman, jornalista e produtor da equipe de histórias digitais inovadoras da ABC News sobre como começar a trabalhar com imagens de satélite.

Como encontrar as imagens de satélite mais recentes em qualquer lugar da Terra”, um fluxograma de Joe Morrison.

As vantagens de usar o software de código aberto QGIS, principalmente para descobrir imagens de alta resolução, estão descritas aqui no site do Sector035.

Buscando inspiração


Captura de tela: Planet.com

O valor das imagens de satélite para o jornalismo investigativo deve crescer à medida que a qualidade do material bruto melhorar.

Satélites de baixa órbita, menores e mais baratos, oferecem cada vez mais imagens mais detalhadas, tiradas com mais frequência e de mais lugares. Com mais de 175 satélites, uma empresa dos EUA, a Planet produz diariamente imagens de alta resolução de toda a superfície habitável da Terra, ou 150 milhões de km². Imagens de alta resolução de um metro quadrado por pixel mostram características como estradas, edifícios e a cor aproximada de plantações e florestas. As resoluções, agora medidas em dezenas de centímetros, mostram ainda mais e ampliam as possibilidades.

Para se inspirar, aqui estão vários lugares onde você pode ficar por dentro de reportagens interessantes feitas com ajuda de imagens de satélite.

As principais investigações e descobertas feitas com o uso de imagens de satélite ao longo dos anos”, é um artigo escrito em 2019 por Aditya Chaturvedi na Geospatial World.

Para a matéria “Paraíso em Perigo: Pesca ilegal na América Latina”, o Mongabay, um popular site de notícias ambientais, fez parceria com o Cuestion Pública da Colômbia, El Universo do Equador e Ciper do Chile. Eles usaram o monitoramento por satélite em locais onde foram observadas atividades suspeitas e pesca ilegal, comparando as descobertas com outras fontes para identificar quais embarcações tinham histórico de pesca ilegal e quais empresas estavam por trás delas.

O “Monitoramento Conflitos Ambientais usando dados do Sentinel-2” por Wim Zwijnenburg, da organização pacifista holandesa PAX, discute "como o acesso a imagens de código aberto, e particularmente o Sentinel Hub, foi fundamental para destacar as ligações entre conflitos e danos ambientais".

Muitas dicas importantes sobre como coletar e usar imagens de satélite estão contidas em um artigo do Bellingcat de 2019: “Incêndios e extorsão: uma análise OSINT das queimadas na agricultura no Iraque”, escrito por Zwijnenburg.

A editora da Reuters Graphics, Christine Chan, apresentou “Imagens de satélite como uma ferramenta de reportagem" na IJAsia18.

A Planet tem uma seção de notícias. A agência EarthRise Media apresenta um serviço de notícias e estudos de caso. A Skytruth registra seus projetos.

Uma reportagem recente que chamou nossa atenção foi feita por Estacio Valoi do Oxpeckers Investigative Environmental Journalism sobre disputa de terras em Massingir, uma área rural na fronteira entre o mundialmente famoso Parque Nacional Kruger da África do Sul e Moçambique. Veja a descrição de como as imagens de drones e satélites foram usadas.

Do Bellingcat: Usando imagens de satélite com lapso de tempo - em intervalos regulares - para detectar mudanças na infraestrutura: estudos de caso em Mianmar, Nigéria e Mar da China Meridional.

O The New York Times usou imagens do Planet Lab para mostrar como a CIA expandiu uma base aérea na África para uso em operações com drones. Verifique também o artigo do Times: “Imagens de satélite e análise de sombras: como o Times verifica vídeos de testemunhas oculares”.

Na conferência da GIJN em 2017 na África do Sul, Joel Konopo, do INK Center for Investigative Journalism, em Botswana, explicou o valor de uma imagem de satélite comprada que foi usada para provar que havia ocorrido reformas no complexo presidencial. “Usando imagens de satélite, encontramos uma série de veículos e atividades militares dentro do complexo, apesar das constantes negações do governo”, disse Konopo.

Em 2018, o Bellingcat usou imagens de satélites para um relatório detalhado, “Negligência nefasta: Poluição por óleo no leste da Síria”. Em outra história, o Bellingcat provou que o Irã estava expandindo e alargando a pista de um campo de aviação estratégico.

Como criar um GIF com imagens de satélite em R” por Aleszu Bajak, o editor do Storybench, descreve o processo e o código que pode ser usado “para inúmeras outras animações para mostrar, por exemplo, colapsos de barragens, desmatamento, incêndios florestais e muito mais”.

Outra lição do Bellingcat é: “Como identificar aldeias queimadas através imagens de satélite - estudos de caso da Califórnia, Nigéria e Mianmar”.

Jornalismo de satélites - Visão geral: A aplicação da tecnologia de satélite na coleta de informações jornalísticas”, de Mark Corcoran para o Reuters Institute, examina estudos de caso de mídia dos dois principais fornecedores americanos de imagens comerciais de satélite para a mídia e levanta questões sobre as aplicações e limitações do novo jornalismo por satélite.

Ciência de Dados e Imagens de Satélite”, de Juan González Fraile do Aktek, analisa um fluxo de trabalho “que potencializa a detecção de objetos em imagens de satélite, usando um foco do mundo real para o desenvolvimento internacional”.

Organizações que colaboram com jornalistas


Screenshot: Earthrise.media.

EarthRise Media: ajuda jornalistas a encontrar, adquirir, analisar e produzir imagens de satélite. Os serviços do EarthRise incluem um serviço de notícias de histórias que podem ser aprimoradas com conteúdo original de imagens de satélite. Outro serviço é a análise e o projeto sob demanda de imagens de satélite. As imagens brutas são difíceis de serem entendidas por leitores comuns/não especialistas, então o EarthRise aplica filtros personalizados para tornar as imagens mais compreensíveis, junto com análise e medição básicas das imagens. Quanta água desapareceu? Quantas estruturas existem em uma ilha no Mar da China Meridional? Por fim, a EarthRise garante que as imagens sejam devidamente licenciadas para uso na mídia.

SkyTruth: grupo investigativo com sede em Virgínia Ocidental, presta consultoria em projetos investigativos no mundo todo, de acordo com o fundador John Amos. Ele pode ser contatado por e-mail em [email protected].

Esri: fornece acesso a imagens de satélite, bem como a ferramentas analíticas e de visualização que permitem combinar fotos com outras informações para contar histórias atraentes orientadas por dados e através de mapas. A Esri possui o World Imagery Basemap, continuamente atualizado (bem como uma versão gratuita na nuvem chamada Clarity), e também fornece uma variedade de recursos para explorar e analisar dados atuais e históricos dos satélites Landsat. Ele também faz a curadoria de uma coleção de imagens por meio do Atlas Vivo do Mundo. Você pode acompanhar as atualizações das imagens com este mapa histórico. A Esri também oferece uma ampla variedade de ferramentas para trabalhar com imagens, incluindo o ArcGIS Earth, um visualizador 3D gratuito projetado para pessoas que têm menos familiaridade com GIS. O site Story Maps oferece diferentes formas de apresentar mapas, acompanhadas de texto multimídia e narrativo.

A Esri mantém parcerias estreitas com empresas líderes de imagens de satélite e frequentemente publica imagens atualizadas sobre os principais eventos atuais, como as Olimpíadas ou desastres no ArcGIS Online, sua plataforma de mapeamento e análise.

Por meio de um acordo com a ESRI, as organizações membros da GIJN podem solicitar licenças gratuitas do software ArcGIS para trabalhar com imagens e criar mapas. Para obter mais informações, entre em contato com a GIJN aqui.

Maxar News Bureau: Maxar Technologies, provedor de "soluções avançadas em tecnologia espacial" para uso comercial e governamental, opera, desde mar.2017, a "iniciativa News Bureau, que aproveita o poder de suas imagens e análises de satélite de alta resolução para o bem social e transparência global”. A DigitalGlobe, uma unidade da Maxar, cria algumas das imagens de maior resolução disponíveis. O News Bureau faz parceria com organizações de mídia confiáveis em projetos, fornecendo conhecimento e imagens gratuitas. Em caso de dúvidas, contate Turner Brinton em t[email protected].

MacroscopeMedia: Oferece ajuda gratuita para jornalistas em matérias que envolvem imagens de satélite. Jeff Stein, o fundador e CEO, presta consultoria em projetos jornalísticos que precisam usar imagens de satélite. (Sem site.) Veja sua apresentação na Conferência Global de Jornalismo Investigativo em 2017. Contate-o em [email protected].

A Planet tem um banco de dados chamado Planet Stories, que permite a qualquer pessoa navegar, comparar e compartilhar suas imagens. Duas ferramentas são Compare e Timelapse. Compare permite que as pessoas selecionem duas imagens e as coloque em um slider para fins de comparação. Timelapse permite que as pessoas selecionem várias imagens e criem uma animação mostrando as mudanças. Ocasionalmente, o Planet coleta imagens diárias de toda a massa terrestre do mundo. Além disso, o Planet compartilha imagens e experiência com organizações de notícias credenciadas. Contate [email protected].

Descartes Labs: um serviço comercial que coleta dados diariamente de fornecedores de imagens públicas e comerciais também pode ser útil para os jornalistas. “Frequentemente somos chamados para criar imagens para a imprensa e ficamos felizes em ajudar quando podemos”, de acordo com Shawn Patrick ([email protected]), que é a pessoa para contato. “Não cobramos por essas solicitações, apenas pedimos que nos deem os devidos créditos”.

EOS: EOS Landviewer fornece serviços gratuitos para até 10 imagens. Mais imagens e análises estão disponíveis para jornalistas com desconto. Contato: Artem Seredyuk ([email protected]). A EOS está desenvolvendo um serviço, provisoriamente denominado EOS Media, que fornecerá imagens e análises gratuitas de grandes desastres naturais.

Radiant Earth Foundation: Este grupo sem fins lucrativos com sede em Washington ajuda a comunidade de desenvolvimento global a descobrir, explorar e analisar arquivos de imagens de satélites, drones e aéreas. Em 5.set.2018, ela lançou uma “plataforma aberta de imagens da Terra”. A Radiant Earth está trabalhando com o Code of Africa, entre outros. Para obter mais informações, visite o site.

Resource Watch: uma plataforma sem fins lucrativos, ainda em fase de teste, que fornece centenas de conjuntos de dados sobre o estado dos recursos e cidadãos do planeta. É patrocinado pelo World Resources Institute e outras organizações. Os dados do Resource Watch são gratuitos e podem ser baixados. Entre em contato com Lauren Zelin em [email protected].

A ShadowBreak trabalha com jornalistas investigativos em todo o mundo para ajudá-los a adquirir dados de satélite de alta resolução sobre suas áreas de interesse. Sua plataforma ReconLink é gratuita. Eles analisam todos que entram na plataforma, oferecem um período de teste e a criação de uma conta. Sua outra plataforma, TacSight, ajuda a fornecer análises detalhadas que incluem recriações 3D e a capacidade de compartilhar impressões e trabalhar em conjunto em tempo real com outros colegas e especialistas. A empresa tem foco no monitoramento de conflitos, oferecendo impressões adicionais sobre o alcance de armas e recursos militares. A melhor pessoa para entrar em contato é Jasper Smallenbroek, [email protected].

A Soar é uma plataforma australiana que fornece diariamente aos seus usuários imagens de várias fontes, como o Landsat-8 da NASA e o Sentinel-2 da ESA, incluindo bandas multiespectrais para observar mudanças não visíveis a olho nu. Eles também têm uma parceria com o SuperView da China Siwei e um serviço de assinatura chamado Soar+ para clientes corporativos que precisam de sua própria plataforma de hospedagem. Operadores de drones são incentivados a contribuir com a plataforma e monetizar seu conteúdo. A Soar tem interesse em trabalhar com jornalistas. Entre em contato com Tim Glover em [email protected].

A EarthCache, da SkyWatch, oferece acesso a uma variedade de conjuntos de dados, abertos e comerciais. EarthCache diz que tem o prazer de trabalhar com jornalistas para fornecer-lhes imagens para seus artigos. “Nós também somos exclusivamente construídos para ajudar os cientistas de dados a extrair imagens para treinar algoritmos”. Interessados podem entrar em contato com [email protected]. O blog inclui “Como são realmente os dados de satélite em tempo real?

Seleção de fontes gratuitas de imagens de satélite


Foto: Nasa (Unsplash).

Existem muitos sites onde você pode obter imagens de satélite. Aqui estão algumas das opções gratuitas mais fáceis de usar, seguidas por uma lista de “coleções”, contendo ainda mais fontes em potencial.

Você sabe o que são os recursos de dados LiDAR gratuitos?”. Este artigo de 2019 de Anusuya Datta fala sobre Light Detection and Ranging (LiDAR), um método de sensoriamento remoto que usa luz na forma de um laser pulsado para medir distâncias até a Terra. “Embora o hardware ainda seja caro e o processamento seja demorado, o uso de dados LiDAR está aumentando em diversos campos - da construção de modelos 3D de edifícios à medição da saúde da vegetação em ciências ambientais, sem mencionar a corrida por mapas HD para permitir a direção autônoma de um veículo”.

Earth Explorer: do Serviço Geológico dos EUA. Fornece principalmente imagens dos EUA. Dá acesso aos dados do satélite Landsat, bem como aos produtos e serviços de dados terrestres da NASA. O USGS Global Visualization Viewer (GloVis) fornece dados de sensoriamento remoto. O arquivo USGS contém uma coleção completa e bem preservada de dados do satélite Landsat da NASA.

Sentinel Hub Playground: Um site fácil de usar para imagens do Sentinel 2 e Landsat. Os serviços gratuitos neste site comercial incluem recursos para o uso de diferentes bandas de cores e imagens atualizadas. O navegador EO facilita a análise das imagens em intervalos de tempo.

Spectator: este aplicativo on-line gratuito simplifica a busca de imagens com pesquisas semânticas, como "imagens de Nova York sem nuvens do mês passado". Veja o vídeo do YouTube. Obtenha uma conta (gratuita) para criar seu próprio canal para gerenciar suas áreas de interesse e quais satélites você deseja usar. Rastreie os satélites Sentinel em tempo real aqui.

Copernicus: o site da Agência Espacial Europeia e de imagens dos seis satélites Sentinel do Copernicus. Possui resolução melhor que o Landsat. Veja o tutorial do site GISGeography sobre como baixar imagens gratuitas.

GoogleEarthEngine: um grande catálogo de imagens de satélite e conjuntos de dados geoespaciais com recursos de análise em escala planetária. O Earth Engine é gratuito para pesquisa, educação e uso sem fins lucrativos, mas o registro é necessário. Bom para encontrar imagens de satélite antigas. Google Earth: Viagem divertida em um globo virtual. O Bellingcat escreveu um artigo relacionado em 2019, “Como usar o visualizador tridimensional do Google Earth: exemplos da Síria, Iêmen e Sudão”.

Google Maps: fornece mapas e imagens detalhados. Google StreetView: imagens ao nível do solo. Imagens históricas disponíveis para alguns locais.

Bing: visualizador de ruas e mapas da Microsoft. O Bellingcat observa que o Bing fornece "imagens mais recentes e de resolução mais alta que o Google, por exemplo, no Iraque".

Wikimapia: um projeto de mapeamento privado, colaborativo e de conteúdo aberto, que busca marcar todos os objetos geográficos do mundo e oferecer uma descrição útil deles. Não relacionado à Wikipédia. O site fornece um mapa on-line interativo baseado na interface de programação do Google Maps, que consiste em informações geradas pelos usuários sobrepostas às imagens de satélite do Google Maps e outros recursos. Disponível em vários idiomas.

TerraServer.com: uma extensa biblioteca de imagens, embora poucas sejam públicas. No entanto, alguns jornalistas consideram a assinatura um bom investimento. Novas restrições introduzidas em set.2018 incomodaram muitos usuários.

NASA EarthData: WorldView permite a visualização de imagens da NASA quase em tempo real. Possui uma grande seleção de imagens de satélite e aéreas; critérios de pesquisa amplos; e outras ferramentas de mapeamento e visualização, como a FIRMS para incêndios. Acesso a mais de uma dúzia de centros de dados da NASA e de satélites associados. NASA Earth Observations: mais de 50 conjuntos de dados sobre atmosfera, terra, oceano, energia, meio ambiente e muito mais.

GeoVisual Search é um mecanismo de busca que permite aos usuários pesquisar visualmente por imagens com características geográficas semelhantes. A plataforma do Descartes Labs é construída com imagens de satélite do Landsat, do National Agriculture Imagery Program (NAIP) e do PlanetScope. Veja a descrição de como usá-lo.

ESA Earth Online: EOLi (Earth Observation Link) é o site que consolida os dados de observação terrestres da Agência Espacial Europeia sobre temas como temperatura, agricultura e mantos de gelo.

A Open Imagery Network (OIN) coleta imagens de licença aberta. Os contribuidores da OIN disponibilizam imagens e seus metadados relacionados sob uma licença comum. A Open Imagery Network conecta provedores de imagens aéreas e de satélite, esforços de ajuda humanitária, empresas de hospedagem em nuvem, entusiastas de mapeamento por drones e balões, governos e ONGs, empresas de mapeamento e qualquer pessoa que esteja produzindo, hospedando e usando imagens aéreas. Construído com base na OIN, o OpenAerialMap é um serviço aberto que fornece pesquisa e acesso a essas imagens.

EarthTime: este serviço gratuito do CREATE Lab (Community Robotics, Education and Technology Empowerment Lab) da Carnegie Mellon University, nos EUA, "permite que os usuários interajam com visualizações da transformação da Terra ao longo do tempo" e criem animações.

Recursos para trabalhar com imagens

Tempestade sobre o Iêmen. Foto: NASA (Unsplash).

A The Engine Room, uma ONG internacional, publica uma introdução abrangente ao uso de imagens de satélite em investigações de recursos humanos. Inclui onde encontrar imagens e como usá-las.

Começando investigações com imagens de satélites”, de Lisa Gutermut, coordenadora de programa do Coletivo Tactical Technology, inclui uma lista de fontes e preços.

Compreendendo os dados de satélite, trabalhando com código aberto: acessando os dados”, é uma série em quatro partes sobre o uso de dados, escrita por Robert Simmons do Planet Labs.

O “Manual para adquirir e analisar imagens de satélite de alta resolução” é publicado pela American Association for the Advancement of Science e inclui “algumas perguntas simples que o pesquisador pode fazer para determinar se as imagens de satélite podem ser úteis”.

Como raspar dados geoespaciais interativos” do Bellingcat se concentra no download de dados geoespaciais, com exemplos.

Inventários e recursos relacionados

Geohack sources: um catálogo de fontes de satélite e mapas em todo o mundo, em vários idiomas, da Wikipédia.

Mashable: um sumário de sites úteis para relatar sobre mudanças climáticas, de autoria de Andrew Freedman.

A análise da vegetação é um dos principais usos das imagens de satélite. Este artigo de 2019 da EOS discute outros índices espectrais, além do NDVI (sigla em inglês para Índice de Vegetação da Diferença Normalizada), que são amplamente utilizados para analisar a vegetação.

Uma planilha de recursos feita pelo geógrafo israelense Harel Dan.

GISGeography: “15 fontes de dados de imagens de satélite gratuitas”, com comentários sobre seus pontos fortes e fracos. Fontes oficiais nos EUA, União Europeia, Japão, Índia e outros lugares. (Veja também os comentários públicos na parte inferior para obter outras sugestões). GISGeography é uma equipe de geógrafos apaixonados por entender melhor tudo relacionado a localizações. Existem também artigos e outras listas, como “13 pacotes de software de sensoriamento remoto com código aberto”.

Venture Radar: uma lista de fornecedores comerciais.

Ferramentas de perícia digital do Bellingcat: uma planilha com dicas sobre muitos recursos, incluindo satélites, de um grupo que usa código aberto e redes sociais para investigar uma variedade de assuntos.

Saiba onde procurar - Fontes de imagens para geolocalização: Eliot Higgins, do Bellingcat, explica onde ele procura evidências corroborativas ao verificar fotos ou vídeos.

Journalist’s Toolbox: uma enorme lista de recursos relacionados a mapas da Sociedade de Jornalistas Profissionais dos EUA.

Este guia foi elaborado por Toby McIntosh, diretor do Centro de Recursos da GIJN. Ele trabalhou na Bloomberg BNA em Washington por 39 anos. Também é ex-editor da FreedomInfo.org (2010-2017), onde escreveu sobre as políticas da liberdade de informação em todo o mundo e atua no comitê diretor da FOIANet, uma rede internacional de defensores da liberdade de informação.

Foto: O Mar Cáspio. Nasa (Unsplash).

Tradução: Ana Beatriz Assam

Assinatura Abraji