CTRL+X - Quem tira conteúdo da internet?
Busca pelo site
Digite uma palavra
Cursos Oferecidos pela Abraji

RSS - Assine para receber as novidades do site



Abraji
on Google+

02/02/12 - 15h32 - Marina Iemini Atoji
Jornalistas vs. números: embate clássico


CálculosQuando se fala em jornalismo investigativo, uma das vertentes mais lembradas é o jornalismo baseado em dados. Mas a relação de jornalistas com números nem sempre é harmoniosa. No Reino Unido, a Sociedade Real de Estatística lançou um conjunto de 12 regras para jornalistas interpretarem números corretamente - a lista de "higiene numérica". O ex-jornalista David Walker está à frente da iniciativa, chamada Getstats, e considera a lista essencial para qualquer repórter.
 
O grupo também propõe que escolas de jornalismo incluam o ensino de estatística na formação de repórteres.
 
Check-list da "higiene numérica"

1. Cuidado com quem fornece os dados. Quem os processou; quais são as credenciais do fornecedor; ele está vendendo algo?
 
2. Se a reportagem é baseada em uma amostra, essa amostra é uma representação justa do plano maior?
 
3. O que exatamente os pesquisadores perguntaram (em casos de enquetes ou pesquisas de opinião, por exemplo)? O que o público entende pode não coincidir com a ideia que o pesquisador tinha ao formular a questão.
 
4. Que tipo de dado foi fornecido: média ou mediana?
 
5. Ao trabalhar com uma amostra, cheque a margem de erro fornecida. Dependendo do caso, a comparação entre dois ou mais elementos fica prejudicada. Por exemplo, uma pesquisa que aponta que 52% de pessoas são a favor do aborto e tem margem de erro de 3 pontos não afirma categoricamente que mais da metade dos entrevistados é a favor do aborto.
 
6. Uma alteração nos números não representa uma tendência. Desvios aparecem frequentemente. Por exemplo: um número que seja muito maior do que os demais pode prejudicar o cálculo de uma média simples.
 
7. Cuidado ao fazer associações de causa e efeito. Números nem sempre fornecem relações diretas.
 
8. Na hora de mostrar casos raros/diferentes, as reportagens devem contextualizá-los.
 
9. Comparações podem fazer riscos ficarem mais inteligíveis. Ao apresentar o risco de morrer durante uma cirurgia com anestesia geral, por exemplo, diga que ele é igual, em média, ao risco de morrer andando de moto a 100 km/h.
 
10. Dê uma visão equilibrada dos números que estão sendo mostrados. "Pode ser de até 1.000" aponta para um extremo; melhor dizer "é pouco provável que seja maior do que 1.000".
 
11. Ao mostrar a frequência de um evento, faça-o em  relação a um certo número de pessoas. Por exemplo: uma em cada cem pessoas são atingidas por raios na cidade de Jundiaí.
 
12. Use gráficos só quando forem claros e contarem a história que está no texto.
 
Perdendo o medo
Alberto Cairo, ex-diretor de infografia da revista Época, recomendou no blog Periodismo com Futuro leituras que podem ajudar a criar mais intimidade com números e estatísticas.
 
Livros
Precision Journalism
Statistics Explained
Thematic Cartography and Geographic Visualization
Damned Lies and Statistics
 
On-line
Cursos gratuitos do MIT (Massachussets Institute of Technology)
Data Journalism Blog
The Stats Blog
Stats with Cats
 
Com informações de Journalism.co.uk e blog Periodismo con Futuro


Busca pelo site
E-mail / Usuário

Senha
 
 
   
 

 
 



 



 
 
 






 

INSTITUCIONAL
O que é
Estatuto Social
Diretoria
Comunicados
Parceiros
Privacidade
Copyright
Expediente
SERVIÇOS
Fale conosco
Banco de Currículos
Lista de Discussão
Eventos
NOTÍCIAS
Acesso à informação
RAC
Projeto com estudantes
Noticias da Abraji
Liberdade de expressão
FILIE-SE
Quem pode se filiar?
Quais os benefícios que o sócio da Abraji tem?
Quanto custa?
Como se associar?
 
ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo - abraji@abraji.org.br - (11) 3159-0344 - São Paulo SP