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21/06/13 - 11h04 - INSI
Conselhos de segurança: Brasil em 21/06/2013


Publicado (em inglês) no INSI - International News Safety Institute em 21 de junho de 2013

Protestos têm se espalhado pelo Brasil ao longo da última semana em cidades como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Repórteres se deparam com potenciais ameaças tanto das pessoas nas manifestações quanto da polícia.

O INSI (International News Safety Institute) foi informado de que pelo menos 15 jornalistas foram feridos e/ou presos por forças de segurança em São Paulo na quinta-feira da semana passada. Um fotógrafo foi atingido no olho por uma bala de borracha, e outro ficou detido por duas horas sem acusação formal.

Jornalistas também foram física e verbalmente agredidos por pessoas nos protestos em São Paulo e no Rio de Janeiro, nesta semana. Profissionais de conhecidos grupos de mídia como Globo, Band e Record são os principais alvos. Segundo relatos, na quarta-feira um premiado repórter da TV Globo foi encurralado por supostos manifestantes e teria sido atingido por um soco. Na quarta-feira, um carro de transmissão ao vivo da TV Record foi incendiado, sem deixar feridos. Na quinta-feira, foi a vez de um carro do SBT, no Rio.

O INSI faz as recomendações de segurança abaixo para jornalistas que cobrem os maiores protestos no Brasil em mais de 20 anos.

 

Planejamento

O planejamento é a chave para cobrir um protesto de maneira segura. Faça uma avaliação completa dos riscos, considere todos os cenários e tenha planos de emergência preparados antes que sua equipe vá para campo.

Certifique-se de que leu as recomendações do INSI para coberturas de protestos e outras manifestações civis.

O INSI foi informado de que jornalistas têm recorrido ao vinagre para amenizar os efeitos do gás lacrimogênio. Isto não ajudará e pode até mesmo levar a polícia a achar que a embalagem será usada como arma. Nas recomendações mencionadas anteriormente, há dicas sobre o que fazer caso seja atingido(a) pelo gás.

 

Em campo

As forças de segurança combaterão violência com violência; esteja preparado para isto. Tente entender e aprender as táticas adotadas pela polícia, assim você poderá trabalhar em maior segurança.

Fique atento aos movimentos da polícia/tropa de choque. Tente prever quais serão os próximos passos dos policiais. Geralmente, as tropas se reúnem com escudos e afins nas ruas laterais, então fique de olho nesses locais. É bem provável que eles recebam relatórios dos colegas mais próximos à multidão via rádio, e intervirão conforme for solicitado.

Conheça de vista as armas que as forças de segurança detêm, ou seja, armas de balas de borracha e veículos com canhões de água. Uma das táticas policiais mais comuns é usar gás lacrimogênio, seguido de balas de borracha, seguidas de canhões de água (se houver). É bem provável que a polícia avance com escudos, para dispersar as multidões.

Fique atento ao "encurralamento", ou seja, a tática da polícia em induzir os manifestantes rumo a uma área restrita ou estreita de modo a não deixar as pessoas saírem. Cuidado também com "esquadrões de arrebatamento" - policiais que avançam correndo em direção à multidão na tentativa de agarrar indivíduos e prendê-los.

Mantenha tudo dentro da sua mochila e procure carregá-la à sua frente, se estiver em meio à aglomeração.

Carregue um kit de primeiros socorros e água.

Certifique-se de carregar equipamentos de proteção. Leve proteção para os olhos (óculos usados para marcenaria e trabalhos manuais ou os de natação protegerão seus olhos do gás lacrimogênio, mas não das balas de borracha) e proteção para a boca/pulmões (pode ser uma máscara como as usadas por pintores, daquelas mais robustas). Use um capacete de ciclista ou mesmo de obras, eles protegerão sua cabeça se objetos forem atirados.

Procure, se possível, levar câmeras pequenas/discretas e tente se focar em fazer imagens cobertas, se a multidão estiver agressiva. Considere esconder suas baterias extras, cartões de memória etc. junto a você (no sutiã ou nos bolsos das calças, ou use um porta-documentos afixado sob a roupa ou no tornozelo). Assim você poderá carregar sua reportagem com você. Troque frequentemente os cartões de memória.

Não carregue objetos de valor; eles podem ser roubados.

Pergunte a si mesmo(a): qual é a história/pauta? Por quanto tempo você precisa ficar lá? Planeje o que você pretende antes de ir para a cobertura. Faça a filmagem e saia do local. Considere filmar do alto e mantenha-se o mais distante das aglomerações que puder.

Vá em equipes pequenas e tente se manter discreto. Certifique-se de que alguém na equipe está vigiando a retaguarda, consciente de rotas de fuga e acompanhando as mudanças de humor na manifestação/por parte da polícia. Todos devem se misturar.

Não fique no meio das multidões - prefira as laterais.

Tenha um plano B pronto. Quais são seus planos de emergência? Como você vai sair? Como você manterá sua equipe e seu editor informados sobre onde você está?

Para mais informações, entre em contato com o INSI. (A Abraji também está à disposição no e-mail abraji@abraji.org.br e no telefone (11) 3159-0344)

Nota: A visão aqui apresentada se trata de reflexões pessoais do autor e recomendações de segurança. Elas foram elaboradas para auxiliar a mídia a se preparar para trabalhar no Brasil e não têm a intenção de ser negativas, na essência. Se o texto ofender alguém, nossas sinceras desculpas desde já. O INSI não se responsabiliza por qualquer problemas, ferimentos ou mortes relacionadas a estas recomendações.


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