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05/10/11 - 10h54 -
CPJ anuncia ganhadores de prêmio de liberdade de imprensa


O Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) anunciou ontem os quatro ganhadores do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa 2011. A premiação é um reconhecimento a profissionais que lutam para exercer a liberdade de expressão.

Não por acaso, entre os contemplados há um editor do Bahrein e o fundador de um semanário no México. Ambos os países apresentam grandes ameaças ao trabalho jornalístico: o Bahrein vive um momento de restrições à circulação de informações, por conta da efervescência política provocada pelas sucessivas revoltas no mundo árabe. O México, por sua vez, ocupa o primeiro lugar entre os países com mais assassinatos de jornalistas em 2011.

Os outros dois ganhadores são do Paquistão e da Bielorússia. A entrega do prêmio acontecerá em Nova Iorque, em 22 de novembro.

Os vencedores
Mansoor al-Jamri é cofundador e editor-chefe do jornal Al-Wasat, do Bahrein. O periódico foi fechado pelo governo durante os protestos contra a ditadura enfrentada pelo país. Al-Jamri foi processado e renunciou ao seu cargo por conta de ameaças, mas voltou após a reabertura do jornal ser autorizada, mediante controle do governo.
 
Javier Arturo Valdez Cárdenas fundou o semanário Ríodoce, dedicado à cobertura de crimes e corrupção em Sinaloa, um dos estados mais violentos do México. A sede da publicação chegou a ser atingida por uma granada após a veiculação de uma série de reportagens sobre o narcotráfico em Cidade Juárez.

Umar Cheema é repórter do jornal paquistanês The News, atuante na cobertura de política, segurança nacional e casos de corrupção. Foi sequestrado e torturado em setembro de 2010 e continua sofrendo ameaças.

Natalya Radina é editora-chefe do site noticioso Charter 97, de oposição ao governo da Bielorrúsia. Atualmente, está asilada na Lituânia. Em dezembro de 2010, ela foi presa pelo serviço secreto do país após os protestos feitos em Minsk contra o governo, acusada de incitar a desordem pública. Radina aguarda o julgamento em liberdade, mas foi obrigada a se mudar de Minks para Kobrin, onde precisava se apresentar todos os dias às autoridades.


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